Contratar uma telefonista: quanto custa?
A diferença está no que paga: com uma pessoa paga horas, também as horas em que o telefone não toca, e com um serviço paga chamadas. Uma telefonista a tempo parcial de vinte horas custa grosso modo 1500 € a 2000 € por mês em salário mais encargos da entidade patronal — sem contar subsídios de férias e de Natal, seguros e faltas por doença.
Para um negócio de uma só pessoa, onde o telefone toca algumas vezes por dia, está sobretudo a pagar silêncio. Por isso a maioria dos trabalhadores independentes acaba por não contratar ninguém, mas sim um serviço que cobra por chamada. Abaixo estão as quatro formas lado a lado, com onde cada uma encaixa melhor.
Os valores salariais são indicativos, para dar uma ordem de grandeza, não um orçamento. O que paga depende do contrato coletivo, da categoria profissional e do número de horas.
Quatro formas de ter o telefone atendido
1.Contratar alguém
O que paga: Horas, quer o telefone toque quer não. Com alguém a tempo parcial de vinte horas chega grosso modo a 1500 € a 2000 € por mês em salário mais encargos da entidade patronal — e isso sem contar subsídios de férias e de Natal, seguros e faltas por doença.
Indicado para: Quando se liga mesmo o dia todo e há mais para fazer do que atender: correio, agenda, receber clientes.
2.Um trabalhador temporário ou à chamada
O que paga: Um valor por hora acima de um salário, em troca de não ficar preso. Numa agência de trabalho temporário acresce uma margem.
Indicado para: Para um pico que vê chegar: uma época alta, uma campanha, alguém que fica de baixa.
3.Uma assistente virtual
O que paga: Normalmente por hora ou num pacote de horas. Muitas vezes faz mais do que só telefone, mas não está pronta no momento em que alguém liga.
Indicado para: Para trabalho que pode esperar: e-mail, administração, agenda. Para o telefone é mais difícil, porque toca quando toca.
4.Um serviço de atendimento ou uma rececionista com IA
O que paga: Chamadas em vez de horas. Uma assinatura com um pacote, e não paga nada a mais pelas horas em que está tudo calmo.
Indicado para: Quando o telefone toca de forma irregular e o que quer sobretudo é não falhar ninguém. É isto que fazemos.
Telefonista, secretária telefónica, assistente virtual — qual é a diferença?
Na prática estas palavras misturam-se, e isso confunde quando está a comparar. "Secretária telefónica" é um termo mais antigo para alguém que atende o seu telefone sem estar no seu escritório; usa-se tanto para uma pessoa contratada como para um serviço. Uma "assistente virtual" faz normalmente um trabalho mais amplo — e-mail, administração, agenda — mas não está necessariamente disponível no momento em que alguém liga.
A única pergunta a fazer não é, portanto, como se chama, mas como se cobra: por hora ou por chamada? Disso depende se paga por disponibilidade ou por trabalho.
Quando uma pessoa é mesmo melhor
Se há mais para fazer do que atender — correio, receber visitas, uma caixa — não está a contratar uma telefonista mas um funcionário, e esta é a comparação errada. E em conversas fora do comum uma pessoa é melhor: um cliente zangado, uma história que vai para todos os lados, algo que se negoceia. Preferimos dizê-lo agora do que depois de ter pago um mês.
Onde funciona bem é no trabalho do dia a dia, o mais frequente: atender, perguntar o que a pessoa quer, transferir quando é urgente e marcar na sua agenda.
Ler mais
- Serviço de atendimento — quanto custa e a que deve estar atento ao escolher.
- Rececionista virtual — quando se trata de um número de empresa que tem de ser sempre atendido.
- Quanto custa um serviço de atendimento — os valores por volume de chamadas.
Ou ouça por si: ligue para +31202140808 e faça de conta que é um cliente.